domingo, 26 de julho de 2009

A boa do fim de semana!


Mais uma edição do Adisabeba!

Mais informações: MYSPACE.COM/MISSIGENASOUNDS

sábado, 18 de julho de 2009

INÉRCIA




Cantor e compositor, nascido no Rio de Janeiro-RJ, reside em Natal-RN desde os 2 anos de idade. “Letto” iniciou seus estudos musicais em 2001, com o violão clássico como instrumento base para suas criações. Em seguida, escolhendo a música popular como linguagem, foi construindo suas letras carregadas de poesia existencialista, extraída das imagens que ilustram o cotidiano, refletindo o ser e seus íntimos comportamentos. Apesar de possuir uma grande afinidade pelo Rock, suas canções nascem de forma aberta a ritmos variados e experimentais, não seguindo uma linha comum, vestidas de metáforas, criticismo, realismo e melancolia.

Conheça o trabalho do mais novo colaborador do Coletivo Records.

{baixe Aki}

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Dando 1 Rolê!

Dia 04 de Julho o Coletivo Records esteve no Adis Abeba reggaestation e bateu um papo com Bra Dub E Ras Meza que fazem parte do Monte Sião Sound System




Coletivo Records. Explica o que significa Sound System , nome estranho esse né?

Bra Dub: Pois é, estranho pra gente aqui da America do sul, mas não vem de longe, vem de uma ilha pertinho na America central (Jamaica), a temática Soud System nada mais é que uma radio ambulante, isto é,você levar o que não é acessível para a “massa”. Surgiu na década de 60, a Jamaica como muita gente sabe é um país muito pobre, e naquele tempo a galera não tinha dinheiro para contratar uma banda e tal, e ai era mais fácil chamar o DJ pra colocar as “Pedras” pra tocar, foi como tudo começou, ai veio os anos 70 e a coisa foi “engrossando”, ai já começou toda uma profissionalização disso, a galera começou a usar isso como estilo de vida, porque a partir de um certo momento o DJ passou a assumir um papel de não só reproduzir as musicas mas também de difundir os artistas que estavam surgindo naquela época, tipo The Wailers que ainda tocavam Ska e Rocksteady e os produtores começaram a se fundir e não tinha mais essa diferença de DJ, de MC, de produtor, de dono de Studio de dono de loja, a galera era uma só. A partir daí foi só crescendo o movimento, cada rua na Jamaica tinha sua própria Sound System, hoje em dia a Soud System Jamaicana é como um clube de futebol aqui no Brasil, cada um tem seu publico, seu estilo.


Como a Jamaica é um pais pobre, a temática Sound System preza pela construção artesanal das caixas de som, e sei que vocês também fizeram as de vocês, fala um pouco sobre isso?

Ras Meza: O inicio do monte Sião Sound System foi com as caixas do meu pai, pois ele era Disck Jóquei lá no Rio de Janeiro e quando ele chegou em Natal ele continuou esse trabalho, fazendo festas alugando o som, eu desde pequeno acompanhava ele, fui vendo como ele fazia, como montava as caixas e a e eu fui gostando, essa coisa do Sound System ta no sangue, essas caixas como eu disse foi herdada do meu pai, teve um momento que eu acabei com todas elas, estourei todos os falantes delas, queimei as potencias, ae foi que surgiu a construção do Sound né, foi quando abrimos a mente, pois eu tava com as paradas todas na mão e resolvemos organizar, deixar a coisa legal e foi assim que começou e estamos ai, tocando aqui em natal que é muito difícil, pois a galera sai pra balada e ainda sente a necessidade de banda, mas com o movimento Soun System é uma coisa muito irada.

Bradub: Mas vale salientar também que a galera vai pó Soun System pra escutar o som, mas na verdade você não vai pra escutar, por que se fosse você ia escutar na sua casa, no seu mp3, o Sound System você vai pra sentir além das músicas exclusivas é a questão da potencia do som, por isso que numa Sound você vai pra sentir, e tá ai o papel do operador do sistema, o técnico de som da Sound, pois ele num vai só reproduzir a música, ele vai ter toda uma parafernália para mexer na musica, criar novas roupagens, corta uma freqüências, salienta outras, a questão dos delays, é isso.

Raz Meza: E tem também as mensagens do MC que fala muito de positividade, mandando a mensagem do senhor pra abrir a mente da galera.

Bra Dub: Mas o Sound não começou com essa idéia de rastafári, começou pra animar as festas com muito Reggae Ska e Rocksteady.


Então podemos compara a Souds Jamaicanas com os bailes funk do rio ou as radiolas no Maranhão?

Bra Dub: Exatamente onde tem uma cena de Sound System no Brasil eu acho que só no maranhão.


Você estavão falando sobre o ineditismo das musicas numa Sound System, fale um pouco sobre isso?

Bra Dub: Porque como começou a surgir vários sounds, então a galera no fim de semana tinha dez festas de Sound e a galera queria coisa nova, e aí começaram a surgir as figuras de Leeperry, de King Tubby, mas cedo ainda Popsonic que foi o primeiro a estourar, e daí começou a aparecer os produtores, pois eles também produziam suas próprias musicas para tocar nas Sounds e ai lá a pessoa ia escutara Sound de cada produtor, cada um tinha seu estilo.


E foi ai que os produtores começaram a fazer os lances ao vivo, num era banda, mas os produtores colocavam os efeitos ao vivo, os MC’s mandavam as mensagens ao vivo. O Sond System é o avô do movimento hip hop.

Bra Dub: Exatamente, foi como falei anteriormente o disc jóquei é tudo não só reproduzis as músicas, ele também as produz.


Existe cena de Sound System no Brasil?

Bra Dub: Acho que só rola no Maranhão cara, cena mesmo só no Reino Unido, a galera começou a investir na parada digital, mas aqui são pouquíssimas as pessoas que se atrevem a escutar, a estudar, a construir caixas e tocar pro povo. Agente já tem no Brasil duas festas tradicionalistas, uma no Rio de Janeiro e outra em Sampa, mas ainda tem muito pouco em Sampa tem a galera do Dubversão que é encabeçado pelo Yellow P, tem o Digital Dub’s no Rio, tem em Brasília O Confronto, tem o Buguinha Dub que é de Recife. Mas ainda é muito pouco, pois a galera não consegue assimilar o Sound, sente ainda muito a necessidade de banda.


Pois então deixa uma mensagem pra quem quiser saber mais da cultura Jamaicana e a cultura das Sounds Systens.

Eu diria que no principio tem que amar, pois é “trampo”, agente faz por que gosta, a principio tem que pesquisar, pode se juntar agente. Vir nas sessions que rola, estamos sempre colocando coisa nova na net, arquivos pra baixar, escutar e a galera acessa.

www.myspace.com/missigenasounds.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Trocando uma idéia - com DaSilva & a Sincope


Três bandas do Coletivo Records foram contempladas pelo edital Núbia Lafayett (Priguissa, Orquestra Boca Seca, DaSilva & a Sincope), que consiste na gravação de CD, das três a primeira a entrar em estúdio para começar as gravações foi a banda “Da silva & a Síncope”, essa semana trocamos uma idéia com os caras no estúdio ZAM HOUSE.

Coletivo Records: E ae, maguinho fala ai pra gente com foi a fase de pré produção e como esta esse inicio da gravação do primeiro CD da “sincope”?

Maguinho: Então cara. Nós já começamos produzir o disco e tal, Mizifi já gravou a batera, Zé Caxangá já começou a gravar os teclados, ta ficando massa, to gostando muito do pulso do disco.


então Mizifi , como foi o processo de gravação das bateras?

Mizifi: então cara, foi muito prazeroso, a partir das composições que são muito boas, é gostoso de gravar, de trabalhar e foi um prazer também dividir alguns arranjos, eu até fiquei surpreso pois foi muito rápido que consegui gravar (12 faixas em 6 horas), foi bem produtivo e tá ai mais um trabalho novo pro mercado potiguar, estamos precisando mesmo de mais trabalhos e que as pessoas comprem o CD já que o radio não toca e a TV não mostra então agente tem que tocar , e a galera tem que comprar o CD, tem que procurar pois ta acontecendo um movimento legal que não pode ficar desapercebido.


Então Gabiru você vem tocando com o maguinho já algum tempo, as musicas estão amadurecendo, fala um pouco mais sobre isso?

Gabiru: Desde 2003 que rola esse lance, e fora essas musicas que nós estamos gravando já tem muito material pra fazer mais um disco e meio, próxima semana tô começando a gravar os baixos e logo essa bolacha vai ta prontinha.


Fala um pouco sobre a banda, vocês já estão um ano tocando juntos né?

Maguinho: Então, estamos a um ano juntos, e essa formação conseguiu tocar com certa freqüência o ano passado, e os primeiros três meses desse ano nós estávamos em temporada na pipa que foi muita legal, o repertorio amadureceu. Fiquei muito feliz por que nesse momento que o repertorio tava pronto nós conseguimos ser contemplados para a gravação do nosso CD , ai encaixou.

E depois do CD pronto qual a pretensão da rapaziada?

Mizifi: É tentar divulgar, tentar pegar o melhor de todo mundo aqui no estúdio,e ai depois divulgar na mídia, no radio, na net e pensar no próximo CD porque Maguinho ainda tem muita coisa pra mostrar.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

... Dando 1 Rolê! - SeuZé

No dia 20 de junho ocorreu a seletiva Natal do Festival Usina da Cultura e o Coletivo Records esteve ...Dando 1 Rolê! por lá e aproveitou pra trocar uma idéia com as bandas Seu Zé, Bugs e Distro que estavão participando da seletiva.

UMA CONVERSA COM A GALERA DO “SEUZÉ”!


COLETIVO RECORDS : E aí cara, qual a expectativa pra seletiva do Festival Usina da Cultura?

Fell (guitarrista e vocalista): Vamos mostrar canções novas, tá na mão do júri nossa apresentação e espero estar entre os selecionados pra rachar essa van e ir bater lá em Mossoró, tocar nesse festival e toma essa breja, né?...

Tô sabendo que vocês estão preparando mais um disco, como está sendo esse processo de gravação?

Augusto (guitarrista): Estamos construindo, juntando, ensaiando pra caramba. As músicas novas estão sendo montadas bem calmamente, seguindo certo conceito. Hoje vai ser o primeiro show do “Seu Zé” com esta nova formação. Pretendemos mostrar todas as músicas desse novo trabalho lá em Mossoró.

E aí Telo, vai estrear novo show em uma seletiva para um grande Festival, você também tocou no último MPBeco. Como esta a expectativa pra esse show e como estão sendo as gravações do novo disco?

Telo (baterista): As gravações estão indo bem, a pré-produção ta ótima, a dificuldade está sendo manter o meio termo dos climas que Xandi (antigo baterista) botava na banda e meu estilo de tocar, mas tá ficando legal, o som está bom.

E a temática das novas músicas do “Seu Zé”? A banda sempre gosta de fazer surpresas com relação a influências musicais e figurinos... como estão as letras desse novo CD?

Lipe (baixista e vocalista): Normalmente elas tem refletido a entrada de Telo, a parada que demos pra pensar as coisas, de uma maneira geral temos trabalhado com temáticas mais existenciais. No primeiro disco estávamos preocupados com a história do regionalismo, de nordeste, já tentamos fugir dessa idéia e nesse segundo disco não queremos nos preocupar com essa história de seguir uma única temática. Estamos fazendo uma coisa meio que descompromissada mesmo. Como relação a sonoridade, estamos mais psicodélicos, colocando uns teclados muito doidos.

... Dando 1 Rolê! - Bugs

TROCAMOS UMA IDÉIA COM A GALERA DO “BUGS”
(Banda classificada para o festival)
Coletivo Records: Qual a expectativa pra essa seletiva e pra esse festival?

Paolo (Baixista e vocalista): O que esperamos é um bom show e que resulte numa volta a Mossoró, faz tempo que tocamos por lá e foi divertido, espero ter uma próxima.

Vocês estão na fase final de mixagem do novo disco e pela primeira vez gravando com o Dimétrios (guitarra), é um novo Bugs?

Paolo: Cara, gravamos e estamos nos finalmentes - ainda bem, tem um tempo isso. A mixagem está sendo feita lá no “Rock Lab” (estúdio de Goiânia GO, com o baixista da banda MQN) e aí estamos só esperando essa finalização pra começar a divulgação. Quando estiver finalizado, a proposta é construir um site para disponibilizar as faixas. Quem quiser baixa as capas, as letras, o disco, “o caralho a quatro” e fica pra ele. E assim vamos divulgando. do CD. Agora o lance é disponibilizar tudo virtual mesmo! O que mais mudou na banda com a entrada do Dimétrius foi diluir a psicodelia e acentuar as guitarras. Está mais distorcido e um pouco mais rápido, mas continua sendo rock’n roll.

E falando em guitarras, estamos aqui com um dos guitarras o Denilton, então fala aí cara como foi esse processo de gravação das guitarras no novo disco já que são duas agora?

Denilton (guitarrista): Está bem pesado, não vamos ter que duplicar as guitarras como nos outros discos - tem mais uma pessoa pra compartilhar esse peso. Espero que saia o mais rápido possível e como Paolo falou é o mesmo rock’n roll de sempre.

Como ta agenda de shows, já que o “Bugs” é uma banda que toca muito fora do estado?

Paolo: Por enquanto estamos mais amarrados por aqui mesmo: por causa da finalização do disco, tá todo mundo trabalhando também... banda independente tem dessa: todo mundo tem outra atividade e cada um tem que segurar a onda pra coisa funcionar. Tem site e plano de divulgação pra fazer e não podemos nos dispersar, estamos fazendo shows por aqui mesmo. Mas depois do lançamento, é fazer a malinha e pé no mundo.

... Dando 1 Rolê! - Distro

CONVERSA COM RAFAUM (guitarrista e vocalista) DO “DISTRO”.

Coletivo Records: Fala um pouco sobre o CD novo que está na praça?

Rafaum: O CD novo da banda, chamado “Chocolate With Peper”, é nosso primeiro disco em inglês. Já lançamos três EP’s, fizemos show em Recife (19.06) no Festival da ABRAFIN e foi 'ducaralho', a galera recebeu muito bem. Vendemos CD's pra caramba e o que vale é divulgar e viajar... é Xubba Music na veia!

E o que o público pode esperar desse show daqui a pouco?

Rafaum: Vamos tocar só as musicas novas, pois é pouco tempo e esperamos conseguir uma vaguinha pra tocar em Mossoró. Acredito que esse Festival Usina da Cultura é bem interessante e vamos 'botar pra fuder' como foi em Recife.

O “Distro” tem pouco tempo de estrada mais é uma banda que ultimamente tem tocado em estados vizinhos, existe alguma diferença entre o público de cada cidade? Como a galera recepciona a música de vocês?

Rafaum: Eu acho que, não sei se é muita nóia ou lombra, mas quando chegamos lá fora a galera que gosta de rock tem uma receptividade melhor. É isso, se a galera de fora gosta mostramos pra eles, e se galera daqui não gosta continuamos continua mostrando do mesmo jeito. Não vamos deixar de mostrar, vamos continuar fazendo o nosso som.