Performance da banda Pangaio durante a final do Festival MPBeco 2009. A canção "Feliz Ano Inteiro", de Jorge Negão, levou os prêmios de Melhor Música e Melhor Arranjo.
Edição e imagens: Joanisa Prates
quinta-feira, 25 de junho de 2009
... Feliz Ano Inteiro - Pangaio [vídeo]
quarta-feira, 24 de junho de 2009
... Trocando Idéia - Ilton Fonseca [Pangaio]
Coletivo Records: Me fale de você, suas influências e experiências musicais?
Ilton Fonseca: Uma longa jornada... Comecei no longínquo ano de 1994 cantando numa banda ligada ao movimento anarcopunk, "Os Seres", que fazia um som punk rock com algumas incursões por outros estilos. Esse grupo ganhou alguma repercussão, graças a músicas como “Zabumba” - que se tornou bastante conhecida, principalmente entre aqueles que apreciavam o referido psicotrópico. Uma outra música, “Festa e Féretro”, despertava a curiosidade por apresentar um ritmo festivo, com letra depressiva, dramática e patética.
Fizemos alguns shows entre 1994-1996 e depois de desencontros estéticos com o pessoal do movimento, tivemos que nos tornar independentes, foi aí que a banda acabou por falta recursos para prosseguir.
Passei um longo tempo sem fazer música, até que em 1998, quando ingressei na UFRN, o ambiente universitário me envolveu e as aspirações pela cultura popular e pelo folclore passaram a me influenciar. Nesse período, Danúbio Gomes, recém ingresso na universidade, traz para a cidade um projeto educativo de musicalização e percussão - que mais tarde seria conhecido por “Projeto Pau e Lata”. A este projeto, agregam-se os músicos Maurício Remígio e Carlos Roberto.
O que a princípio seria apenas um trabalho educativo, torna-se também um trabalho de banda graças a minha insistência. Trabalhei no projeto especificamente na banda Pau e Lata, sem me envolver com a parte educativa. O repertório carecia de composições próprias, mas a inventividade de criar a partir de adaptações, tais como o “Trem Caipira” de Villa Lobos ou canções do compositor potiguar Maguinho daSilva, nos conferiam empatia com público. No Pau e Lata eu cantava as poucas músicas que não eram instrumentais e tocava percussão.
Nossa música, com muita referência aos ritmos regionais, perdurou até meados do final do ano de 1999, entrando num repentino desgaste no ano seguinte. Logo após, desentendimentos entre integrantes levaram dispersão da primeira formação da banda.
Somente em 2001 voltei a me envolver com música, cantando na turnê que o grupo de dança Parafolclórico fez na Alemanha. Logo depois passei a integrar a banda Pangaio. Em 2006 cheguei a me afastar da banda para estudar, e nesse período colaborei nos projetos do Maguinho daSilva como DJ - desde então, tenho conciliado minhas atividades com o Pangaio com eventuais discotecagens.
terça-feira, 23 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
... Dando 1 Rolê! - Curumim
O rolê foi no dia 18 de junho.
*Foto: Giovanna Rêgo
Curumim: Desde criança eu era “chapado” em Sidney Magal, ficava ouvindo as músicas e querendo usar aquelas roupas. Quando entrei na escola conheci um moleque que tocava violão pra caramba, aí quis aprender também e entrei na aula de violão. Desde então estou fazendo música.
Você é um músico que já tocou e toca com muita gente conhecida. Quando foi sua primeira experiência profissional?
Curumim: Cara eu não sei quando deixou de ser amador, ou quando passou a ser profissional - até hoje acho que ainda é meio a meio. Mas quando eu era bem moleque, uns 16 anos, fui num boteco com amigos e pedimos pra tocar e foi legal: a galera curtiu e fechamos pra tocar lá na semana seguinte - com couvert e tudo mais. Engraçado que era um bar de gente bem mais velha e lotou de adolescente.
No novo disco [Carnaval no Inferno] da banda Eddie, de Olinda, você gravou uma faixa com os caras. Como é seu relacionamento com a música de Pernambuco?
Curumim: Então, depois do Chico Science a cena de Pernambuco bombou. É um estado muito rico culturalmente e muitos artistas foram pra são Paulo, a galera da Nação Zumbi, Eddie, Otto... então estamos sempre trocando figurinhas. O Buguinha Dub também. Essa relação Recife-São Paulo é muito legal, as cidades se parecem, combinam. Gosto muito da galera, é uma parceria que sempre rende boas músicas.
Suas músicas tem bastante coisa da soul music, dá pra notar nas músicas influências de Stevie Wonder, Jorge Benjor e Trio Mocotó. Explica um pouco essa ligação pra gente?
Curumim: Cara tá difícil dizer, porque o presente está bem corrido. O futuro pra mim é amanhã. Mas vamos fazer uma turnê nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Vai rolar até um país da África. Depois vou participar da gravação do novo CD do Arnaldo Antunes, e sair em turnê com ele no segundo semestre. Por enquanto, panser em um próximo disco meu acho que só no próximo ano, não sei ainda.
Deixa uma mensagem pra galera de natal pra quem ta começando na música.
Curumim: Cara, eu sempre tive uma relação com a música muito forte, a idéia de fazer música é sagrada, a música é mais importante que tudo: que carreira, que estilo, que o próprio instrumento. Às vezes tem 'nego' que só pira no seu instrumento e não percebe o resto das coisas, então a música é fundamental e eu estou aqui por causa dela.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
... Outro Dia - DuSouto [single]
A verve dançante e a malemolência típica da banda potiguar DuSouto volta com tudo no single "Outro Dia", que o selo Coletivo Records disponibiliza em primeira mão. Dessa vez, além da guitarra e do baixo, o cavaquinho também e funde às bases eletrônicas.[baixe aqui agora]
quarta-feira, 3 de junho de 2009
... Tem a Ver - Maguinho daSilva [single]
terça-feira, 2 de junho de 2009
... Coletivo Records no MPBeco 2009
Maguinho daSilva
Na primeira eliminatória, apresentaram-se Maguinho daSilva e MC Priguissa. O primeiro defendeu a música a música “Tem a Ver”, de sua autoria. A previsão do cantor e compositor é entrar no estúdio no segundo semestre para gravar seu primeiro disco. Já o rapper Priguissa, que já está gravando seu álbum de estréia, apresentou o hit “Essa Boe”.
MC Priguissa
Já na segunda eliminatória, foram defendidas as seguintes musicas: “Feliz Ano Inteiro”, de Jorge Negão, com a banda Pangaio; "Não Vou Mais", da Orquestra Boca Seca; e “Ela Sim”, de Clara e a Noite - a mais nova banda do selo Coletivo Records. Clara também planeja gravar seu primeiro trabalho ainda em 2009.
Orquestra Boca Seca
Os seis prêmios do festival foram disputados por 12 finalistas, entre eles as bandas Clara e a Noite e Pangaio.
Pangaio
Clara e a Noite
Os premiados foram:
1º Lugar e Melhor Arranjo:
Feliz Ano Inteiro (Jorge Negão) - Pangaio
2º Lugar e Melhor Intérprete:
Há Sempre Música (Júlio Lima) - Júlio Lima
3º Lugar e Júri Popular:
Ela Sim (Clara Pinheiro e Gabi Barbalho) - Clara e a Noite
Parabéns a todos!

